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Quinta-feira, 03 de Abril de 2025

Eduçacão

Advogado nega negligência em caso de bebê mordido em creche e aponta erro em acusações.

Laudo pericial indica que marcas no bebê ocorreram cinco dias antes do incidente, família questiona demora no exame.

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Advogado nega negligência em caso de bebê mordido em creche e aponta erro em acusações.
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O advogado Felipe Tukuda, responsável pela defesa de três professoras da Creche A Caminho do Futuro, em Campos, negou que tenha havido negligência no caso do bebê de 10 meses encontrado com marcas de mordidas pelo corpo. De acordo com Tukuda, as conclusões da perícia apontam que os hematomas identificados no bebê já estavam em estágio de reabsorção, indicando que as marcas haviam ocorrido pelo menos cinco dias antes do episódio ganhar destaque.

O caso veio à tona no dia 10 de fevereiro, quando a mãe da criança percebeu as marcas ao chegar em casa e retornou imediatamente à creche para questionar a direção. Posteriormente, a família registrou um Boletim de Ocorrência, relatando que o bebê apresentou febre e mal-estar durante a noite.

Segundo o advogado, o laudo foi fundamental para afastar as acusações de negligência contra as professoras. "No despacho do delegado, o laudo descreve que essas manchas roxas de supostas mordidas já estavam em processo de reabsorção. Isso mostra que não foram as professoras que causaram as marcas, tampouco houve omissão por parte delas", afirmou Tukuda.

A defesa também destacou os danos causados à reputação das professoras, que sofreram críticas nas redes sociais após o caso ganhar ampla repercussão. "Infelizmente, os nomes das educadoras foram amplamente divulgados e elas foram alvo de ataques injustos, mesmo com as evidências do laudo demonstrando que não tiveram culpa. Estamos monitorando os comentários negativos e, se necessário, tomaremos as medidas cabíveis", completou o advogado.

Ainda assim, a família do bebê questiona a demora na realização do exame de corpo de delito, feito cerca de 72 horas após o registro do incidente. Além disso, os familiares confirmaram que o episódio ocorreu durante uma disputa por brinquedo na creche, mas reforçam o pedido por esclarecimentos sobre a supervisão na sala de aula.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades locais, enquanto a creche e as professoras aguardam um desfecho para o incidente.

FONTE/CRÉDITOS: Web Rádio Cidade
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